SÍNDROME DE APNEIA

O QUE É SÍNDROME OBSTRUTIVA DA APNEIA DO SONO?

Essa síndrome é caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono, causando apneia ou hipopneia (entende-se por apneia a interrupção completa do fluxo de ar por um período de pelo menos dez segundos) ou hipopneia (uma redução de 30% a 50% desse fluxo).

Para melhor classificar os sinais dessa síndrome, contamos o número de episódios de apneia-hipopneia por hora de sono. Pessoas com índices maiores do que 5 apneias- hipopneias por hora já são consideradas portadoras de apneia do sono.

Mais de 10% da população acima de 65 anos apresentam apneia obstrutiva do sono. Até as crianças podem apresentar apneia do sono em 1% a 3% dos casos.

SINTOMAS

Normalmente, uma pessoa que tem apneia do sono não possui apenas um sintoma, mas uma combinação de vários. O principal e mais perturbador é o ronco alto e constante que, frequentemente, é seguido por uma breve pausa e outro ronco mais forte ainda, em que a respiração é retomada com dificuldade.

Outros sintomas da apneia do sono incluem:

• Bufar, ofegar ou engasgar durante o sono

• Urinar muitas vezes durante a noite

• Boca seca

• Pressão alta

• Dores de cabeça pela manhã

• Acordar cansado pela manhã

• Sonolência durante o dia ou à noite

• Refluxo gastroesofágico

• Dirigir com sono, pouca atenção e perda de memória

• Alterações repentinas de humor

• Redução da libido e impotência sexual

• Comportamento hiperativo, principalmente em crianças

CAUSAS

Qualquer fenômeno que provoque estreitamento ou oclusão da passagem de ar pelas vias aéreas superiores pode causar apneia-hipopneia do sono: 

• obesidade, 

• crescimento das amígdalas, 

• malformações da mandíbula ou da faringe, 

• hipertrofia da língua (como ocorre na síndrome de Down), 

• tumores, 

• hipotonia dos músculos da faringe, 

• falta de coordenação dos músculos respiratórios.

O diagnóstico de certeza só pode ser estabelecido através da polissonografia, o estudo do sono, um exame que permite testar durante o sono os potenciais elétricos da atividade cerebral, dos batimentos cardíacos, os movimentos dos olhos, a atividade muscular, o esforço respiratório, a saturação de oxigênio no sangue, o movimento das pernas e outros parâmetros.

QUAIS OS RISCOS SE NÃO FOR TRATADA?

As consequências da apneia do sono vão além das noites mal dormidas e inconveniências com os parceiros de quarto. A mortalidade entre os portadores da síndrome é significativamente mais alta entre os que não recebem tratamento adequado. Complicações mais comuns:

• Pressão alta

• Acidente vascular cerebral (AVC)

• Enfarto

• Ataque cardíaco

• A insuficiência cardíaca congestiva

• Arritmia cardíaca

• Depressão

• Glaucoma

• Obesidade

• Diabetes

• Fadiga crônica

TRATAMENTO

O tratamento pode ser iniciado em qualquer estágio de apneia que se encontra o paciente, porém um médico OTORRINOLARINGOLOGISTA deve ser procurado o quanto antes iniciarem os sintomas.

O objetivo do tratamento é manter as vias aéreas permeáveis ao fluxo de ar durante a noite. O tratamento de escolha é o uso de máscara (CPAP) conectada a um compressor de ar que provoca pressão positiva para forçar sua passagem através das vias aéreas superiores, durante a noite. 

Tratamento cirúrgico está sempre indicado para a remoção de obstáculos e correção de distúrbios anatômicos que dificultem a passagem de ar. Essa cirurgia chama-se Uvulopaltofaringoplastia. Consiste na remoção das amigdalas e remodelamento de todo o céu da boca. Ela está indicada em casos de índice de apneia leve a moderado. Nos casos de apneia grave ela pode ser realizada, mas nunca como o único tratamento.

Perda de peso, no caso de pacientes obesos, e evitar dormir na posição supina (de barriga para cima) são outras medidas úteis.