Dor de garganta é uma das queixas mais comuns nas unidades de pronto atendimento médico, tanto adulto como pediátrico. Causada por uma variedade de fatores, a dor de garganta pode ser decorrente de fatores alérgicos, irritativos, vírus, bactérias e até por fungos. Leia mais
A Garganta participa tanto da alimentação quanto da respiração, sendo responsável pela condução do ar aos pulmões e do alimento ao sistema digestivo. A garganta também é onde se localiza algumas das primeiras estruturas de defesa do corpo, como as amígdalas e adenoides. O funcionamento inadequado da garganta e de suas estruturas pode causar dores de garganta, dificuldades respiratórias, roncos e até apneia do sono.
A voz é outro componente dependente do bom funcionamento da nossa garganta. São as cordas vocais que garantem o conforto e a boa comunicação oral, fundamental para as relações humanas e profissionais.
Beber água constantemente e respirar bem pelo nariz ajudam o bom funcionamento da garganta, preservam a voz e ajudam a evitar doenças.
A apneia do sono vai muito além de uma noite mal dormida. O distúrbio provoca interrupções ou reduções repetidas da respiração durante o sono e pode prejudicar a qualidade do descanso, a oxigenação e a saúde quando não é diagnosticado e tratado adequadamente.
Ronco alto, pausas na respiração percebidas por outra pessoa, engasgos durante a noite e sonolência excessiva durante o dia estão entre os sinais que podem levantar a suspeita de apneia do sono. No entanto, nem toda pessoa que ronca tem apneia.
Existem diferentes tipos de apneia do sono. A apneia obstrutiva do sono é a forma mais comum e ocorre quando a passagem do ar pelas vias respiratórias superiores é reduzida ou bloqueada repetidamente durante o sono.
O que é apneia do sono?
A palavra apneia significa uma interrupção da respiração. Na apneia do sono, episódios de redução ou interrupção do fluxo de ar acontecem repetidamente enquanto a pessoa dorme.
Esses episódios podem fragmentar o sono e, dependendo da frequência e da intensidade, provocar quedas na oxigenação do sangue e outras alterações no organismo.
Entre os principais tipos estão a apneia obstrutiva do sono, relacionada ao bloqueio das vias aéreas superiores, e a apneia central do sono, relacionada a alterações no controle da respiração pelo sistema nervoso.
O que é apneia obstrutiva do sono?
A apneia obstrutiva do sono acontece quando os tecidos e músculos das vias aéreas superiores relaxam durante o sono e reduzem ou interrompem temporariamente a passagem do ar.
A obstrução pode ocorrer principalmente na região da garganta e atrás da língua. Características anatômicas e outros fatores individuais podem favorecer esse estreitamento.
Durante esses episódios, o organismo precisa fazer esforço para voltar a respirar. Isso pode acontecer diversas vezes ao longo da noite, muitas vezes sem que a própria pessoa perceba.
Quais são os sintomas da apneia do sono?
Os sinais podem acontecer durante a noite ou aparecer durante o dia como consequência da fragmentação do sono.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- ronco alto e frequente;
- pausas na respiração percebidas por outra pessoa;
- engasgos ou sensação de sufocamento durante o sono;
- sono agitado;
- sonolência excessiva durante o dia;
- cansaço mesmo depois de uma noite de sono;
- dificuldade de concentração;
- dor de cabeça pela manhã;
- alterações de humor e irritabilidade.
Roncar isoladamente não confirma o diagnóstico. Entretanto, ronco intenso associado a pausas respiratórias, engasgos ou sonolência durante o dia merece investigação.
O que causa apneia do sono?
A apneia obstrutiva do sono não possui uma única causa. Diversos fatores podem favorecer o estreitamento ou fechamento das vias aéreas durante o sono.
Entre os fatores associados a maior risco estão:
- excesso de peso e obesidade;
- idade mais avançada;
- características anatômicas das vias aéreas;
- mandíbula posicionada mais posteriormente;
- amígdalas ou adenoides aumentadas;
- língua volumosa;
- histórico familiar de apneia do sono;
- congestão nasal crônica;
- tabagismo;
- consumo de bebidas alcoólicas;
- uso de determinados medicamentos sedativos.
Alterações nasais, como congestão persistente e desvio de septo, também podem contribuir para dificuldades respiratórias durante o sono, embora a apneia obstrutiva geralmente envolva diferentes fatores.
Como saber se tenho apneia do sono?
Muitas pessoas não percebem as próprias pausas respiratórias porque elas acontecem enquanto estão dormindo. Por isso, relatos de parceiros ou familiares sobre ronco intenso, interrupções da respiração e engasgos durante a noite podem ser importantes.
Sonolência excessiva, dificuldade de concentração, cansaço persistente e acordar repetidamente sem se sentir descansado também podem levantar a suspeita.
Esses sintomas, porém, não são suficientes para confirmar o diagnóstico. A avaliação médica e, quando indicado, um estudo do sono permitem investigar adequadamente o problema.
Como é feito o diagnóstico da apneia do sono?
O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, incluindo sintomas, histórico médico, fatores de risco e exame físico.
Um dos principais exames utilizados para investigar a apneia é a polissonografia, que monitora diferentes parâmetros durante o sono, como respiração, esforço respiratório, frequência cardíaca, oxigenação e atividade cerebral.
Em determinadas situações, também podem ser utilizados exames domiciliares específicos para investigação da apneia obstrutiva do sono. A escolha do método depende das características de cada paciente e da avaliação médica.
O que significa o número de apneias por hora?
Um dos parâmetros utilizados nos estudos do sono é o índice de apneia e hipopneia (IAH), que representa a quantidade média de eventos respiratórios registrada por hora de sono.
Em adultos, valores a partir de 5 eventos por hora podem ser relevantes para o diagnóstico quando analisados em conjunto com sintomas, outros achados do exame e a avaliação médica.
A classificação da gravidade da apneia obstrutiva em adultos costuma considerar:
- leve: de 5 a menos de 15 eventos por hora;
- moderada: de 15 a 30 eventos por hora;
- grave: mais de 30 eventos por hora.
Esses números não devem ser interpretados isoladamente. Sintomas, nível de oxigenação, doenças associadas e outros achados também são importantes na definição do tratamento.
Como tratar a apneia do sono?
O tratamento depende do tipo e da gravidade da apneia, das alterações encontradas durante a avaliação, dos sintomas e das características de cada paciente.
Por isso, não existe um único tratamento indicado para todas as pessoas.
Mudanças de hábitos e controle de fatores de risco
Quando indicado, reduzir o excesso de peso pode melhorar a apneia obstrutiva do sono. Atividade física regular, evitar bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir, parar de fumar e, em alguns pacientes, evitar dormir de costas também podem fazer parte do tratamento.
CPAP
O CPAP é um dos principais tratamentos para a apneia obstrutiva do sono. O aparelho fornece pressão positiva através de uma máscara durante o sono, ajudando a manter as vias respiratórias abertas e evitando episódios de obstrução.
A indicação e os ajustes do aparelho devem ser individualizados de acordo com a avaliação do paciente.
Aparelhos intraorais
Alguns pacientes podem se beneficiar de aparelhos intraorais que modificam a posição da mandíbula durante o sono e ajudam a manter a passagem do ar.
A indicação depende do tipo de alteração e da gravidade do quadro, e o acompanhamento deve ser realizado por profissionais capacitados.
Cirurgia
Procedimentos cirúrgicos podem ser considerados quando existem alterações anatômicas relevantes ou em pacientes selecionados nos quais outras estratégias não são suficientes ou adequadas.
A decisão depende da localização da obstrução, da anatomia das vias respiratórias e de outros fatores individuais. Portanto, cirurgia não é automaticamente indicada apenas com base na classificação da apneia como leve, moderada ou grave.
Apneia do sono é perigosa?
A apneia do sono pode ser uma condição importante quando não é tratada adequadamente. Os episódios repetidos de interrupção da respiração e fragmentação do sono podem afetar diferentes aspectos da saúde.
A doença está associada a problemas como:
- sonolência excessiva durante o dia;
- fadiga e redução da qualidade de vida;
- dificuldade de memória e concentração;
- maior risco de acidentes relacionados à sonolência;
- hipertensão arterial;
- alterações cardiovasculares;
- alterações metabólicas;
- mudanças de humor.
O impacto varia de acordo com a gravidade da doença, outras condições de saúde e características individuais.
Ronco significa que a pessoa tem apneia?
Não. O ronco é muito comum em pessoas com apneia obstrutiva do sono, mas nem toda pessoa que ronca apresenta apneia.
A suspeita aumenta quando o ronco é intenso e vem acompanhado de pausas na respiração, engasgos durante a noite, sono não reparador ou sonolência excessiva durante o dia.
Nesses casos, uma avaliação médica pode determinar se é necessário investigar um distúrbio respiratório do sono.
Quando procurar um médico?
É importante procurar avaliação quando existem pausas na respiração observadas durante o sono, engasgos frequentes, ronco intenso associado a outros sintomas ou sonolência excessiva durante o dia.
A sonolência merece atenção especial quando interfere no trabalho, nas atividades diárias ou na capacidade de dirigir com segurança.
O médico otorrinolaringologista pode avaliar o nariz, a garganta e outras estruturas das vias aéreas superiores, identificar alterações que possam contribuir para o problema e definir, em conjunto com outros profissionais quando necessário, a melhor estratégia de investigação e tratamento.
Perguntas frequentes sobre apneia do sono
O que significa apneia do sono?
Apneia significa interrupção da respiração. Na apneia do sono, episódios de redução ou interrupção do fluxo de ar acontecem repetidamente enquanto a pessoa dorme.
Apneia do sono tem tratamento?
Sim. Existem diferentes opções de tratamento, como mudanças de hábitos, CPAP, aparelhos intraorais e, para pacientes selecionados, procedimentos cirúrgicos. A escolha depende do tipo e da gravidade da apneia e das características individuais.
Como tratar apneia do sono?
O primeiro passo é confirmar o diagnóstico e avaliar sua gravidade. A partir disso, o tratamento pode envolver controle de fatores de risco, terapia com pressão positiva, aparelhos intraorais ou cirurgia em situações específicas.
Quem ronca tem apneia do sono?
Não necessariamente. O ronco pode acontecer sem apneia, mas ronco intenso acompanhado de pausas respiratórias, engasgos ou sonolência excessiva durante o dia deve ser investigado.
Os problemas e alterações da voz, conhecidos popularmente como rouquidão, podem atingir diferentes dimensões daquele que fala, ou falante, e limitam o bem-estar de uma forma geral. Prejudicam o aspecto físico, social, emocional e o desempenho profissional. Leia mais
O mau hálito, também conhecido como halitose, é uma condição anormal do hálito que se altera de forma desagradável. A palavra halitose origina-se do latim, “Halitu” significa ar expirado e “osi” alteração patológica. Leia mais
O termo laringite é sinônimo de inflamação da laringe, órgão localizado no pescoço, onde se encontram as cordas vocais que também na deglutição dos alimentos.
A amigdalite crônica caseosa é uma situação benigna e não inflamatória, frequentemente confundida com a amigdalite aguda devido a presença de pontos brancos a superfície das amígdalas.
Esses pontos brancos são os chamados caseos que podem ser expelidos pela fala, tosse ou espirros. São massas amareladas viscosas com odor desagradável que se formam em sulcos localizados na amigdalas. Seu nome vem do latim “caseum” que quer dizer queijo. Os caseos se formam quando temos uma diminuição do fluxo salivar e/ou descamação epitelial acima do normal. Leia mais
Antes de mais nada, é importante pontuar que carne esponjosa é um termo que pode ser utilizado para se referir a mais de uma estrutura, sendo as mais frequentes a adenoide, pólipos nasais, cornetos nasais e as amígdalas. Leia mais
A amigdalite aguda, também conhecida por tonsilite, é a infecção das amígdalas, que pode ter diversas causas. As amígdalas fazem parte do sistema imunológico, e ficam localizadas na região anterior da garganta, logo após a língua. Auxilia na proteção do corpo reconhecendo potenciais agressores, mas bem por isso se infectam com maior frequência.
Ao todo, são quatro amígdalas (anel linfático de waldeyer). Contudo, a olho nu, só se consegue enxergar duas: as palatinas, que ficam próximas ao céu da boca, na entrada da garganta. Por isso, grande parte das pessoas consideram que somente possuem duas amígdalas. Leia mais
Essa síndrome é caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono, causando apneia (entende-se por apneia a parada completa da respiração por um período de pelo menos dez segundos) ou hipopneia (uma redução do fluxo de ar e de oxigênio de 30% a 50%).
Para melhor classificar os sinais dessa síndrome, contamos o número de episódios de apneia-hipopneia por hora de sono. Pessoas com índices maiores do que 5 apneias- hipopneias por hora já são consideradas portadoras de apneia do sono. Leia mais
Ronco nunca é normal e sempre merece investigação e tratamento. É o ruído grave produzido pelo estreitamento ou obstrução das vias respiratórias no período de adormecimento.
Por ser um problema que prejudica a qualidade do sono tanto do paciente quanto do seu cônjuge, é importante procurar por um especialista para se diagnosticar e iniciar um tratamento do ronco. Leia mais
OTO SP
Unidade Vila Olímpia
Rua Alvorada, 1289
Vila Olímpia – São Paulo – SP
(11) 2097-2847
Unidade Tatuapé
Rua Soriano de Sousa, 189
Tatuapé – São Paulo – SP
(11) 2097-2847
WhatsApp: (11) 97695-1750










